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viernes, 29 de mayo de 2015

Seis vinhedos muito radicais: no meio do oceano, em vulcões, altas montanhas, geleiras e desertos


Por Rogerio Ruschel (*)

Há 10 mil anos o homem planta vinhedos para fazer vinhos.
A Universidade de Adelaide, da Austrália, fez uma pesquisa e mostrou que fazemos vinhos com mais de 2.000 variedades de uvas, das quais 1.469 variedades são utilizadas para produção industrial. É o que chamo de “Vinhedo Global”, a versão vinífera da “Aldeia Global” imaginada por Marshal McLuhan nos anos 70. Plantamos uvas nas profundezas da cratera de um vulcão ativo até recentemente (como nas Ilhas Canárias) e até cerca de 10.000 pés acima do nível do mar, na Argentina, ou na praia, com banhos de mar, como n Taiti (foto acima). O blog Vinepair fez uma lista dos vihedos mais extremos do mundo, alguns dos quais mostramos aqui.

Vinho na cratera do vulcão

Cerca de 1.000 moradores de uma cratera do vulcão Pico do Fogo, em Fogo, uma das ilhas do arquipélago de Cabo Verde, no centro do Oceano Atlântico, trabalham de forma cooperada na Associação dos Agricultores de Chã produzindo vinhos. Na ilha se produz uvas e vinhos há cerca de 120 anos, sem água nem energia. A Associação produz anualmente 40.000 caixas de vinho para consumo local e exportam  um pouco. O vinho mais curtido é o Manecão, um vinho semi-doce e semi-seco. 
Vinhedos do Egito, no deserto do Sahara

A história mostra que os antigos egípcios importaram e comercializaram vinhos durante muitos milênios. A produção no país hoje é pequena devido a décadas de regime militar, seguido pelas recentes revoluções que destroem tudo. A Sahara Vineyards vem tentando fazer milagre em pleno deserto, perto da antiga cidade de Luxor e com o auxílio de irrigação, produz vinhos com 14 uvas brancas, entre as quais Viognier, Chenin Blanc e  Blanc de Noirs e 16 uvas tintas.  

Vinhedos em um atol do Oceano Pacífico

Distante mais de 5.000 quilômetros do continente mais próximo, o enólogo Dominique Auroy, da vinícola Domaine Dominique Auroy, vem conseguindo plantar vinhedos nos solos de coral de um atol do Tahiti com porta-enxertos importados desde o início dos anos 90. As vinhas, agora produzindo mais de 40.000 garrafas por ano, crescem a 100 metros da lagoa do atol, e menos de 400 metros do Oceano Pacífico em si. E muitas vezes ficam submersas, banhados pelo oceano.

Vinhedo nas terras com lava das Ilhas Canárias – Espanha

O cultivo de uvas no vinhedo da vinícola La Geria Lanzarote, nas Ilhas Canárias, é um grande desafio. O solo é feito  literalmente de campos de lava e areia. Os ventos são fortes porque se trata de uma ilha no Atlântico. E raramente chove. Para obter vinho - e eles conseguem produzir dois milhões de litros de vinho por ano - as videiras são plantadas como se fossem moitas, em poços profundos de lama seca que recolhem água da chuva e fornecem alguma proteção contra os ventos. In Vino Viajas já publicou uma reportagem sobre isso, veja em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/01/conheca-o-vinho-malvasia-que-nasce-na.html

O vinhedo mais setentrional do mundo, quase no Pólo Norte

Lerkekåsa Vineyard é o vinhedo comercial mais setentrional do mundo, situado em Telemark, no centro-norte da Noruega. Eles plantam uvas aqui desde 2008 e fazem vinhos bons desde 2012. Podem receber até 8 visitantes para pernoite. Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas construiram nesta região uma fábrica de água pesada para construir uma bomba atômica que foi destruída pelos aliados em um episódio retratado no filme "The heroes of Telemark" de 1965 com Kirk Douglas e Richard Harris nos papéis principais. Mas não comemoraram com vinho local.

O vinhedo mais alto do mundo – Argentina

Produtores de vinho colhem uvas nos vinhedos da Bodega Colomé pelo menos desde 1831. Isso não é pouco, porque os vinhedos se localizam entre 2.300 e 3.111 metros de altitude em relação ao nivel do mar, na região alta dos Vales Calchaquis, Argentina, e é considerada a área vitivinícola de maior altura no mundo. As uvas são malbec (tinto) e torrontés (branco). Atuamente a Bodega Colomé é um conjunto de vinícola, hotel (com 9 quartos) e museu, e é propriedade do magnata suíço Donald Hess, que produz vinhos na Califórnia, Austrália e África do Sul, além da Argentina.
 
(*) Rogerio Ruschel é editor de In Vino Viajas, o 10o. blog mais acessado de vinhos do Brasil e o mais internacional da América Latina, com leitores em 121 países – veja em http://invinoviajas.blogspot.com.br/




  "La comunicación es nuestro principal objetivo y sin vosotros no tendría sentido, gracias"




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jueves, 30 de abril de 2015

Conheça os 3.538 vinhos de 1.012 vinícolas espanholas com prêmios internacionais no WRW&S 2014 – o ranking dos rankings


Por Rogerio Ruschel (*)

No mundo do vinho existem muitos concursos, e a World Association of Wine Writers and Journalists - WAWWJ (Associação Mundial de Jornalistas e Escritores sobre Vinhos em livre tradução) organiza o World Ranking Wines & Spirit, um ranking dos rankings porque soma a pontuação das empresas vinícolas e dos vinhos conquistada em concursos internacionais durante o ano. 
Em 2013 foram realizados 490 concursos de vinhos no mundo; destes a WAWWJ coletou os dados de 75 concursos considerados internacionais por terem concorrido fabricantes de pelo menos 5 países e de cuja Comissão Julgadora participou pelo menos um associado da entidade. Para a consolidação do World Ranking Wines & Spirit 2014 foram avaliados mais de 650.000 vinhos de todo o mundo. Os dados são fechados no fim de janeiro de cada ano posterior, e os resultados são divulgados no inicio de abril. 


A Espanha foi o terceiro país mais premiado, com 3.538 rótulos premiados, dos quais 35 deles foram classificados na lista de “Melhores Vinhos do Ano”, da qual fazem parte todos os vinhos que tenham recebido uma pontuação mínima anual de 125 pontos, o equivalente a cerca de quatro medalhas de ouro em competições internacionais - veja a lista completa abaixo.

A Espanha ficou em terceiro lugar no ranking dos produtores de 2014; conquistou 5.507 prêmios em 38 competições em 2013, acumulando 105.688,17 pontos para a classificação mundial de 2014. Isso foi um crescimento muito positivo em relação a 2013, quando Portugal obteve 3.988 prêmios em 36 competições ao longo de 2012, atingindo uma pontuação de 84.023,90 pontos – quase 30% de crescimento! Veja o quadro abaixo.

A melhor empresa de vinhos espanhóis (The Best Wine Society de WRWS 2014) foi a Gonzalez Byass S.A com 167 prêmios em 14 competições, alcançando uma pontuação de 2.853,73 pontos, repetindo e ampliando o sucesso de 2013 quando foi também a Melhor Empresa de Vinhos espanhóis, com 112 prêmios em 12 competições realizadas ao longo de 2012, atingindo uma pontuação de 2.144,37 pontos, como mostra o quadro abaixo com as 20 mais bem pontuadas.


O melhor Vinho 2014 WRWS da Espanha foi o Luis Cañas Reserva Selección De La Familia Doca Rioja 2006 com sete prêmios em sete competições, alcançando a pontuação de 256,38 pontos. Em 2013 havia sido o mesmo vinho de uma safra anterior, Luis Cañas Reserva De Familia Rioja 2005, também com sete prêmios em sete concursos, totalizando 3,12 pontos. Veja o quadro abaixo com os 20 mais premiados vinhos portugueses em 2013 conforme a World Association of Wine Writers and Journalists.

Para ver detalhes do World Ranking of Wines and Spirits 2014 acesse   http://www.wawwj.com/2014/_SP/home.php

(*) Rogerio Ruschel mora e trabalha no Brasil, é jornalista, editor do "In Vino Viajas", o mais internacional blo de cultura d vinho e enoturismo da America Latina, com leitores em 121paises. Conheça em http://invinoviajas.blogspot.com.br/



 
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sábado, 28 de marzo de 2015

Subindo pelas paredes: conheça a uva Asprinia, da Campânia, Itália, que cresce a 15 metros de altura!


Por Rogerio Ruschel (*)
Aposto uma (boa) garrafa de vinho que essa você não conhecia: vinhedos com 15 metros de altura que precisam ser colhidos por “colhedores voadores” no sistema de plantio de uvas chamado “Aversa arborizada” (“alberata aversana” em italiano)

Pois estamos falando da uvas Asprinio que geram o Asprinio de Aversa, um vinho de mesa branco exclusivo da província de Caserta, região da Campania, perto de Nápoles, Itália. Para ser classificado como o Asprinio de Aversa precisa ter pelo menos 85% de uvas da vinha Asprinio; o Aversa DOC, uma versão espumante, precisa ser feito 100% com a uva Asprinio.

A vinha é na verdade uma árvore que lança galhos agarrada em uma árvore e em uma estrutura de arames de aço e vai trepando até cerca de 15 metros de altura. A uva Asprinio, uma espécie de silvestris vitis foi introduzida na região das planícies em torno de Aversa pelos etruscos, segundo os pesquisadores provavelmente para a produção de vinagre, mas foi sendo melhorada e utilizada para produzir um vinho branco seco e forte (o espumante é bastante refrescante) para acompanhar pratos à base de peixe e mussarela Aversana. Segundo historiadores, a videira foi sendo desenvolvida “para cima” para evitar a competição pelo uso da terra, que durante séculos foi utilizada também para produzir outros alimentos e culturas sazonais.

A área de produção do Asprinio de Aversa (nomes alternativos: Grego Branco, Olivese, Ragusano, Ragusano Bianco, Asprino, Uva Asprina ) inclui o território de 22 municípios a apenas 15 Km do oceano: Aversa, Carinaro, Casal di Principe, Casaluce, Casapesenna, Cesa, Frignano, Gricignano di Aversa, Lusciano, Orta di Atella, Parete, San Cipriano d'Aversa, San Marcellino, Sant'Arpino, Succivo, Teverola, Trentola-Ducenta, Villa di Briano e Villa Literno, na Provincia de Caserta e Giugliano, Qualiano e Sant'Antimo, na  Provincia de Napoles.

O vinho Asprinio de Aversa é uma raridade porque existem poucos produtores da uva Asprinio – os principais são  a Cantine Grotta del Sole, a I Borboni, a Azienda Magliulo e a Masseria Campito, que você encontra na internet. É muito difícil produzir uvas no sistema “alberata aversana”, porque o processo etrusco aproveita tutores vivos (árvores) como o álamo (Populus alba) ou o olmo (Ulmus ) para suportar os galhos, ao contrário do sistema grego que utiliza tutores mortos (estacas de madeira).
Embora interessante do ponto de vista de turismo, o sistema “alberata aversana” é impraticável do ponto de vista de gestão econômica moderna na produção de vinhos porque gera uma única colheita anual que custa em média pelo menos três vezes mais do que uma colheita "normal".

Além disso é necessário mão de obra altamente especializada para a colheita: habilidosos camponeses locais, apelidados de "homens-aranha", os únicos capazes de mexer com as pesadas escadas imponentes e subir agilmente ao longo das videiras para capturar cachos de uvas nas "paredes". E isso sem falar no trabalho gigantesco e complexo de podar as mudas, que na verdade exige uma espécie de "bordado", num processo de ligar os ramos entre si a vários metros de altura.

E o vinho? Eu ainda não provei, mas segundo especialistas, ele é de branca esverdeada e tem um aroma delicado que lembra flores amarelas, maçã, notas cítricas. Mas é na boca que vence os bebedores passionais, porque tem elevada acidez devido aos altos níveis de ácido málico, o que o torna uma excelente base para a produção de vinho espumante de qualidade.

(*) Rogerio Ruschel é editor do blog In Vino Viajas, o mais internacional do Brasil - veja em http://invinoviajas.blogspot.com.br/  



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martes, 17 de marzo de 2015

O homem, o cavalo, o terroir e a vinha: a dura vida por trás do rótulo


Por Rogerio Ruschel (*)
O homem, o cavalo, o terroir e a vinha. Um trabalho duro e cansativo para preparar a terra sem machucá-la, romper o primeiro gelo que se acumula no solo do inverno para ter brotos de vinha na primavera, uvas no tempo certo – e finalmente vinhos de qualidade na garrafa!

Não sei o nome do trabalhador das fotos que estavam publicadas no perfil de Facebook de Pascal Marchand, com uma legenda simples: Le travaux de décembre dans nos vignes (o trabalho no vinhedo em dezembro). Também não conheço Pascal Marchand. Um leitor espanhol do In Vino Viajas me enviou o link. Acessei e me deparei com estas imagens que representam muito bem os 8.000 anos de Cultura do Vinho, a dureza mas o carinho com o solo se abrindo para o futuro.

Pesquisei um pouco e pelo que pude descobrir, Pascal é produtor de vinhos, sócio e Régisseur Général (gerente geral) na Domaine Marchand-Tawse de Nuits Saint George, uma pequena comunidade da Côte d’Or, na Borgonha, França. Segundo um jornalista frances especializado, Pascal nasceu em Montreal, Canadá, e aos 22 anos de idade, em 1985, “o menino prodígio canadense francês tomou as rédeas da Clos des Epeneaux em Pommard, e se tornou uma sensação da noite para o dia.

Em poucos anos Pascal tornou a desconhecida Clos des Epeneaux em um sucesso internacional; em 2006 foi convidado para ser gestor de um investimento em 90 hectares de um grande grupo frances no Domaine de la Vougeraie (e 90 hectares é um tamanho surpreendente para a Borgonha) onde continuou fazendo sucesso. Mas como pessoas de talento não se cansam, em 2011 Pascal se associou a Moray Tawse, da Tawse Winery de Niagara, uma das mais importantes produtores de vinhos do Canadá, para fazer a Maison Marchand-Tawse (veja abaixo os sócios).
Pascal mora em Beaune, Borgonha, e ganha a vida produzindo vinhos ao lado de seus 5.600 vizinhos, que é a população total de Nuits Saint George, o vilarejo da foto abaixo, sem a neve de inverno.

Enviei uma mensagem a Pascal, pedindo que escrevesse um pequeno texto para que eu o pudesse compartilhar com meus leitores ao lado das fotos, porque eu queria mostrar como a poesia sobre a Cultura de Vinho pode ser concreta e suada. Pascal ainda não respondeu porque deve estar ocupado com as atividades de janeiro no vinhedo de Nuits Saint George – ou quem sabe cuidando de suas preciosas garrafas na adega (abaixo).

Se você quiser mais sobre Pascal Merchand, tente o perfil dele em https://www.facebook.com/pascal.marchand.94
Rogerio Ruschel é jornalista, enófilo, e acredita que o trabalho não cansa quando você gosta dele




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viernes, 20 de febrero de 2015

Vinhedo francês de 200 anos vira monumento histórico nacional


Por Rogerio Ruschel (*)

Pela primeira vez na história da França, uma coisa viva foi reconhecida como monumento histórico nacional. Trata-se de um vinhedo da familia Pédebernade na região do Gers, no sudoeste da França. A família Pédebernade (René Pédebernade, de 85 anos, na foto abaixo) que plantou e cuida da videira há pelo menos 190 anos, testemunhou que estas videiras resistiram a guerras, climas extremados e até mesmo a filoxera, a doença dos vinhedos que praticamente destruiu a industria vinícola na Europa, no final do século XIX.

Segundo os especialistas, os vinhedos Pédebernade são excepcionais não só pela idade, mas tambem porque incluem cerca de 20 diferentes tipos de uva, sete dos quais são desconhecidos em qualquer outro lugar, são desconhecidas para a ciência. Entre as variedades de uvas identificadas estão a tannat, uma uva vermelha com origem no País Basco, na fronteira entre França e Espanha (hoje muito comum no Uruguai) e fer Servadou, uma uva de pele escura usada principalmente para vinhos tintos e rosados​​. Os sete tipos de uvas não identificadas foram batizados Pédebernade 1-7 em honra do seu proprietário.

O vinhedo tem 600 videiras plantadas em 12 linhas em um pequeno terreno na aldeia de Sarragachies, que fica na planície aluvial no sopé dos Pirineus. Em 1800, era comum plantar diferentes variedades de uvas em conjunto, e as vinhas estão plantadas para permitir a passagem de bois atrelados para arar o solo. Oito gerações de Pédebernades trabalharam nestes vinhedos.

René Pédebernade, 85 anos, passou sua vida trabalhando na vinha, mas entregou-a a seu filho Jean-Pascal, 45 anos, (acima) há duas décadas, embora ele ainda ajude a cuidar das vinhas que estão literalmente à sua porta. Acredita-se que foram plantadas por volta de 1822, ano do famoso Grito do Ipiranga e da Independência do Brasil, e um ano depois da morte de Napoleão Bonaparte na Europa. A primeira colheita de uvas para vinificação foi feita em 1827, ano em nascia Manoel Deodoro da Fonseca, que seria o primeiro Presidente do Brasil, e que Victor Hugo publicouLes Orientales” na França.

Atualmente as uvas dos Pédebernade (Gers) são vinificadas em conjunto com uvas dos vinhos, em uma cooperativa, mas agora a família pediu que seja feita uma edição especial do vinho centenário. E, é claro, a família Pédebernade agora planeja abrir o vinhedo tombado como patrimônio francês para visitação.

Vinhedos atingem seu pioque de produção com 15 a 20 anos e a maioria dos produtores prefere arrancar e trocar as videiras quando atingem 25 a 30 anos. E junto com elas, corta histórias como esta da família Pédebernade.

(*) Rogerio Ruschel é jornalista em São Paulo, Brasil, onde edita In VIno Viajas, o blog brasileiro mais internacional, com leitores em 112 paises.  Veja em  http://invinoviajas.blogspot.com.br/



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