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jueves, 30 de abril de 2015

Conheça os 3.538 vinhos de 1.012 vinícolas espanholas com prêmios internacionais no WRW&S 2014 – o ranking dos rankings


Por Rogerio Ruschel (*)

No mundo do vinho existem muitos concursos, e a World Association of Wine Writers and Journalists - WAWWJ (Associação Mundial de Jornalistas e Escritores sobre Vinhos em livre tradução) organiza o World Ranking Wines & Spirit, um ranking dos rankings porque soma a pontuação das empresas vinícolas e dos vinhos conquistada em concursos internacionais durante o ano. 
Em 2013 foram realizados 490 concursos de vinhos no mundo; destes a WAWWJ coletou os dados de 75 concursos considerados internacionais por terem concorrido fabricantes de pelo menos 5 países e de cuja Comissão Julgadora participou pelo menos um associado da entidade. Para a consolidação do World Ranking Wines & Spirit 2014 foram avaliados mais de 650.000 vinhos de todo o mundo. Os dados são fechados no fim de janeiro de cada ano posterior, e os resultados são divulgados no inicio de abril. 


A Espanha foi o terceiro país mais premiado, com 3.538 rótulos premiados, dos quais 35 deles foram classificados na lista de “Melhores Vinhos do Ano”, da qual fazem parte todos os vinhos que tenham recebido uma pontuação mínima anual de 125 pontos, o equivalente a cerca de quatro medalhas de ouro em competições internacionais - veja a lista completa abaixo.

A Espanha ficou em terceiro lugar no ranking dos produtores de 2014; conquistou 5.507 prêmios em 38 competições em 2013, acumulando 105.688,17 pontos para a classificação mundial de 2014. Isso foi um crescimento muito positivo em relação a 2013, quando Portugal obteve 3.988 prêmios em 36 competições ao longo de 2012, atingindo uma pontuação de 84.023,90 pontos – quase 30% de crescimento! Veja o quadro abaixo.

A melhor empresa de vinhos espanhóis (The Best Wine Society de WRWS 2014) foi a Gonzalez Byass S.A com 167 prêmios em 14 competições, alcançando uma pontuação de 2.853,73 pontos, repetindo e ampliando o sucesso de 2013 quando foi também a Melhor Empresa de Vinhos espanhóis, com 112 prêmios em 12 competições realizadas ao longo de 2012, atingindo uma pontuação de 2.144,37 pontos, como mostra o quadro abaixo com as 20 mais bem pontuadas.


O melhor Vinho 2014 WRWS da Espanha foi o Luis Cañas Reserva Selección De La Familia Doca Rioja 2006 com sete prêmios em sete competições, alcançando a pontuação de 256,38 pontos. Em 2013 havia sido o mesmo vinho de uma safra anterior, Luis Cañas Reserva De Familia Rioja 2005, também com sete prêmios em sete concursos, totalizando 3,12 pontos. Veja o quadro abaixo com os 20 mais premiados vinhos portugueses em 2013 conforme a World Association of Wine Writers and Journalists.

Para ver detalhes do World Ranking of Wines and Spirits 2014 acesse   http://www.wawwj.com/2014/_SP/home.php

(*) Rogerio Ruschel mora e trabalha no Brasil, é jornalista, editor do "In Vino Viajas", o mais internacional blo de cultura d vinho e enoturismo da America Latina, com leitores em 121paises. Conheça em http://invinoviajas.blogspot.com.br/



 
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jueves, 11 de diciembre de 2014

O Território Bobal de Valência, Espanha, lança candidatura para ser reconhecido como Paisagem Cultural da UNESCO


(*) Rogerio Ruschel
O Território Bobal, que inclui vinhedos certificados com a DO Utiel-Requena, já havia sido incluído na lista indicativa da UNESCO em 1998 com o projeto ‘Vino y Viñedo - Itinerario cultural a través de los Pueblos Mediterráneos”; agora o pedido está sendo re-encaminhado como "Paisagem Cultural", categoria criada pela Unesco em 1997. 27 séculos de produção vinícola ininterrupta na região (evidenciada por tesouros arqueológicos como os das fotos abaixo) fundamentam o pedido.

O pedido está sendo feito por um grande grupo de entidades como a Associação Denominação de Origem D.O. Utiel-Requena e o Instituto Valenciano de Conservação e Restauração de Bens Culturais (IRCA) da Generalitat Valenciana e dezenas de outras entidades técnicas e de promoção da vinicultura e do turismo do Território Bobal. Na foto abaixo uma das muitas reuniões de trabalho do grupo promotor. Estas instituições são apoiadas por especialistas em patrimônio cultural, professores e acadêmicos de diferentes disciplinas, arquitetos, advogados, arqueólogos, engenheiros, arquitetos e paisagistas, historiadores de arte e filósofos, entre outros.

O pedido repousa sobre o legado acumulado ao longo de 27 séculos de cultivo e comércio de uvas e produção de vinho, na região em um ambiente onde existem grandes contribuições culturais e artísticas. Nas fotos de abertura e abaixo, imensas ânforas em caves subterrâneas en La Villa, perto de Requena são uma das atrações.

O âmbito geográfico da região Território Bobal/Utiel-Requena é o espaço físico e cultural onde foram encontradas algumas das mais antigas evidências arqueológicas de produção e comercialização de vinho na Europa (como no Yacimiento de las Pilillas. Do século VII a.C. – veja na foto abaixo) que manteve-se sem interrupção até o século XXI.

Esses dois atributos - idade e continuidade - resultaram em uma paisagem única dos pontos de vista geográfica, humano e cultural, cujo símbolo e expressão de sua evolução do ponto de vista vinícola é a preservação e uso econômico da variedade local de uva chamada Bobal (veja abaixo), que a cada dia recebe mais reconhecimento internacionais.

A viticultura ocupa atualmente 7.000 viticultores e 108 produtores de vinhos que plantam 40.000 hectares de vinhedos em uma região homogênea que representa o coração do vinhedo de Valência - veja o mapa abaixo. Foram produzidas 26,7 milhões de garrafas em 2013. A variedade de uva Bobal é a mais difundida na região da DO Utiel-Requena e é especialmente adequada para a produção de vinhos rosés de grande frescor e maceração carbônica.

Outra variedade de uva da DO Utiel-Requena é a Macabeo, que permite a produção de vinhos brancos cor verde palha, aroma intenso e frutado, também destinados para vinhos espumantes quando misturada com a variedade Tardana, uva local mais dourada. Outras uvas autorizadas na DO são Merseguera, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Garnacha, Savignon Blanc e Chuardonnay.

Para proteger e valorizar a atividade vinícola secular da região foi criada a Denominação de Origem D.O. Utiel-Requena, baseada nas espécies de uvas acima comentadas. E para promover o turismo na região foi criada a Rota do Vinho Utiel-Requena-Camporrobles que abrange 10 municípios, Caudete, Chera, Camporrobles, Fuenterrobles, Requena, Siete Aguas, Sinarcas, Utiel, Venta del Moro e Cabriel Villargordo, que oferecem todos os serviços para desfrutar do melhor turismo, vinho e gastronomia desta bela região de Valência. Na foto abaixo, embutidos locais.

A Unesco já reconheceu várias regiões vinicolas do mundo como Patrimônio da Humanidade, veja abaixo. Recentemente as regiões francesas da Borgonha e Champanhe tiveram negado seu reconhecimento pela Unesco da importância cultural e histórica de seus climats, caves e vinhedos, mas o pedido vai ser reapresentado a Unesco em 2015.

Saiba mais sobre vinhedos e patrimônio da Unesco acessando:
Seis regiões vinícolas já reconhecidas pela Unesco: Alto Douro, Portugal; Vinhas do Pico, Açores/Portugal; Saint-Emillion, França; Tokay, Hungria; Lavaux, Suiça e Mittelrhein, Alemanha. Acesse http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/03/seis-vinhedos-patrimonio-da-humanidade.html

Piemonte, na Itália, é a sétima região vinícola reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco: http://invinoviajas.blogspot.com.br/2014/06/piemonte-na-italia-e-setima-regiao.html

  
A Cultura do Vinho poderá ser Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO; veja entrevista exclusiva com  Santiago Vivanco, presidente da Association for Culture and Tourism Exchange (ACTE), idealizador da proposta em http://invinoviajas.blogspot.com.br/2013/12/a-cultura-do-vinho-pode-ser-um.html  

(*) Rogerio Ruschel é jornalista em São Paulo, Brasil, e gosta de cultura em geral – inclusive quando pode ser servida em cálices




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viernes, 23 de mayo de 2014

Em junho Lionel Messi vai levantar a taça, sim - mas vai ser uma taça de vinho e será em Avilés, na Espanha, no Famous Wine Festival


Por Rogerio Ruschel (*)

 

Entre 12 de junho e 12 de julho de 2014 o craque Lionel Messi estará no Brasil ocupado em tentar levantar a taça da Copa do Mundo para a Argentina, mas não vai conseguir porque sua cabeça estará em Avilés, Asturias, na Espanha, onde na mesma época milhares de pessoas vão levantar taças com vinhos de sua marca – a Leo – durante a quinta edição do Famous Wine Festival (FWF).

O Famous Wine Festival é realizado no contexto do “Plan de Competitividad de Turismo Gastronómico de Asturias”, que associa cultura, arte, vinho e gastonomia da cultura do vinho na região do Principado de Astúrias. O festival é realizado há 4 anos e tem uma característica interessante: usa personalidades para fazer o lançamento de vinhos com suas marcas, como já o fez com Gerard Depardieu, Brad Pitt e Angelina Jolie, Francis Ford Coppola e Julio Iglesias, entre outros. Este ano os produtos mais badalados serão os das marcas George Clooney (sim, o bonitão multi-premiado por Hollywood) e Lionel Messi – nenhum dos dois já confirmou presença.

Aliás, o Messi é mesmo um cara esperto: todo mundo estranhou o terno vermelho (foto abaixo) utilizado por ele no evento da Bola de Ouro em janeiro deste ano, quando o português Cristiano Ronaldo ganhou o prêmio de melhor do mundo.

Messi se destacava na multidão de ternos pretos (veja na foto abaixo), por causa do terno cor de vinho criado pela Dolce & Gabbana e que, dizem, Messi utilizou pela módica quantia de 1 milhão de Euros. Quer dizer: além de ganhar esta grana toda da Dolce & Gabbana, ainda conseguiu uma foto muito adequada para a vinicola argentina promover seu produto.

Os vinhos com a marca Leo, o apelido de Lionel Messi, foram lançados pela Vinicola Bianchi, de San Rafael, Mendoza, Argentina, em 2012, e estão sendo vendidos em 35 paises; parte do lucro das vendas é destinado à Fundação Lionel Messi, para projetos sociais como o atendimento a crianças pobres da Argentina.

Os vinhos Leo tem preços acessíveis – pelo menos na Agentina: o vinho branco e o malbec custam em torno de R$ 14,50; o espumante Extra Brut foi lançado custando R$ 26,40 e a a linha mais sofisticada, com a cepa Malbec Premium foi lançado custando pouco mais de 30 Reais. Os produtos da Vinicola Bianchi podem ser encontrados com facilidade no Brasil – pelo menos o vinho Don Valentín, um dos mais vendidos.

E quando você estiver em avilés para comer e beber as atrações gastonomicas do Festival, aproveite e visite um pedacinho do Brasil que estea lá:  o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer. Em 1989 o arquiteto brasileiro Niemeyer recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias e anos depois doou o projeto de um centro cultural que foi construído pelo governo espanhol e inaugurado em 2011- veja abaixo.

O centro é o único projeto de Niemeyer na Espanha e  inclui um auditório para cerca de 1.100 espectadores; a cúpula, um espaço de exposição com cerca de 4.000 m²;

a Torre, um mirante sobre o estuário e a cidade, com 13 metros de altura, onde fica um restaurante, e o Film Centre, um conjunto de espaços para ensaios, reuniões e conferências.

(*) Rogerio Ruschel mora e trabalha em São Paulo, é jornalista, enófilo e vai ter o prazer de ver o Brasil levantar a taça Copa do Mundo 2014 




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