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sábado, 28 de junio de 2014

Exportação brasileira de vinhos engarrafados quadruplica nos primeiros meses de 2014


Por Rogerio Ruschel (*)

Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), no primeiro quadrimestre deste ano as exportações de vinhos brasileiros engarrafado cresceram 375,5% em valor comercializado, em relação ao mesmo período de 2013. O montante de US$ 5,75 milhões contabilizados em vinhos e espumantes engarrafados equivale a 4,5 vezes o total exportado de janeiro a abril do ano passado e supera em 6,6% o total exportado em todo o ano 2013. 
O resultado está sendo comemrado por produtores e pela Wines of Brasil, projeto de promoção dos vinhos brasileiros no Exterior operado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Para Roberta Baggio Pedreira, gerente do Wines of Brasil, a Copa ajudou a catalisar um processo de construção de imagem e aproximação comercial e dos vinhos finos brasileiros no Exterior que vem sendo realizado há 10 anos.

Outra boa notícia sobre qualidade: em fins de abril de 2014 o especialista ingles Steven Spurrier (foto abaixo) - realizador do famoso Julgamento de Paris que colocou os vinhos californianos no cenário mundial em 1976 ao compará-los com vinhos franceses - esteve no Brasil e disse que nós não precisaríamos importar champanhes por causa da alta qualidade de nosso espumantes.
Outro dado comemorado é a qualificação do valor médio por garrafa exportada, que passou de US$ 3,32 para US$ 4,02, representando alta de 21%. “Não estamos nos posicionando nas categorias de entrada, nos quais países como Chile e Argentina têm grande competitividade em função do grande volume e de menores custos de produção. O interesse maior dos compradores de vinhos brasileiros estão em vinhos de categoria intermediária, com bom custo-benefício”, observa Roberta. Abaixo, uma cena que chilenos, argentinos e alemães precisam conhecer: viticultores da serra gaúcha se divertindo no tradicional jogo da mora.

O Brasil está se abrindo para o mundo Os mercados compradores que se destacaram neste primeiro quadrimestre foram Reino Unido, que multiplicou em 29 vezes o valor importado do Brasil, a Bélgica, que registrou alta 51 vezes maior, a Alemanha, que incrementou o resultado em 6,5 vezes, a Holanda, com 99,5 vezes o montante do período anterior, e o Japão, que multiplicou o desempenho em 14 vezes. Quer dizer: o Brasil está se abrindo para o mundo – como esta janela da foto abaixo, que se abre para a serra gaúcha.

Resultados econômicos são muito bem-vindos, mas em uma taça de vinho, cerca de 70% do produto está fora da taça: é o que se chama de cultura do vinho. Então o Brasil deveria fazer como França, Itália, Portugal e Espanha: junto com cada garrafa de vinho brasileiro deveriam estar sendo “exportados” também os valores da comunidade que o produziram, as belezas naturais de nossos terroirs, nossa diversidade cultural, alegria e simpatia, nossa arte, música, arquitetura e recursos turísticos relacionados a vinhos e produtos típicos – como as fotos abaixo mostram. 

Fonte: Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), 26 de maio de 2014
(*) Rogerio Ruschel mora em São Paulo, Brasil, é jornalista, enófilo e especialista em enoturismo e cultura do vinho Saiba mais sobre cultura do vinho no Brasil e no mundo em http://invinoviajas.blogspot.com.br/




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IN VINO VERITAS, LONGAE VITAE!))



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